Eu tenho um sonho: "Ensinar para muitas pessoas o máximo possível do que eu sei." Epitácio Filho

Brasão do frontal

do mercado da Praia Grande - São Luís MA -

Foto: Epitácio Filho

São Luís nasceu francesa, mas é toda lusa,

cafuza e profusa. Por isso a UNESCO declarou São Luís “Patrimônio Cultural da Humanidade” por abrigar pouco mais de 3000 imóveis tombados, trata-se do maior conjunto arquitetônico colonial português fora de Portugal. É uma cidade toda torta! Miscelânea de arquitetura planejada à míngua, mensuração adequada ao séquito de liteiras (cadeirinhas de arruar; palanquins) e das poucas e pouco anchas caleças (carruagens) que subiam e desciam ladeiras à velocidade imposta pela preguiça, tanto de escravos quanto de seus senhores, cuja trilha sonora de tais cortejos era o toc-toc dos chamatós (tamancos; chinelos de madeira).

 

Cada beco, cada rua, esquina, largo ou viela (passagem) é um olhar para o ontem.

É ver o quanto de esplendor guarda esse imenso museu a céu aberto. Cada ladrilho, grade, sacada ou mirante é o registro patente de uma cultura singular que se perpetua no tempo, e isso desde o tempo em que se tinha tempo de amar as coisas que se fazia.

É nesse retrocesso visual histórico que se percebe a essência de como foram feitas as edificações desta ilha: com Amor.

Reviver e respirar suas ruas históricas, inalar seus cheiros, fluir por todo o mapa, bailar seus ritmos, é mais que uma festa para o corpo e júbilo para a alma.

Viver São Luís é superlativamente um grau de privilégio mais elevado do que viver em São Luís.

Por mais irônico que possa parecer, conhecer São Luís é conhecer a história. Mas quando se está na ilha a palavra de ordem é esquecer a história para viver a história, ser o personagem central ou coadjuvante dela.

— Epitácio Filho

Acima: Lampião da Rua do Giz; ao lado: caleça;

abaixo: janela eruas de são Luís MA - Fotos: Epitácio Filho

ABAIXO: SEQUÊNCIA DE IMAGENS QUE CONVIDAM VOCÊ A CONHECER SÃO LUÍS

 

Rua do Giz, emblemática via do centro histórico da cidade; o Pantoen, prédio em estilo neoclássico construído em 1797 que abriga a Biblioteca Pública Benedito Leite; Rua Portugal, porcelanado bibelô arquitetônico que aloca empresas e instituições durante o dia, e, a noite, bares, noctivagos e boemia; Largo do Comércio (Rua da Estrela) 'point' turístico e de badalações de intelectuais, bacanas e bacantes; janelas com ares de nostalgia que parecem suspirar para o futuro, entretanto, apenas expectam o presente.